Diário de desenvolvimento
Ritual Occultum
Ritual Occultum foi criado pensando em combinar algumas referências mecânicas e uma inquietação temática. Mecanicamente as principais referências são Lords of Waterdeep e Harmonies.
A alocação de trabalhadores, o peso médio e o tempo de jogo (90 a 120 minutos) de Ritual são inspirados em Waterdeep. Ao mesmo tempo, já existem muitos e muitos jogos, dos mais diferentes temas, em que o objetivo é coletar recursos e trocá-los por pontos de vitória através do cumprimento de “contratos”. Como manter a dinâmica elegante do Waterdeep e ao mesmo tempo trazer inovação? Fui buscando alternativas e me deparei com uma ideia: tornar coletivo o tabuleiro individual do Harmonies, de modo que (1) o cumprimento do “contrato” se baseie no reconhecimento de padrões (ao invés da simples quantidade de recursos) e (2) a construção dos padrões no mapa coletivo feita por um jogador acaba atrapalhando ou ajudando (acidentalmente ou não) os adversários.
Esse insight me deixou empolgado, pois havia ali um potencial de gerar uma interação entre jogadores interessante.
Apesar de guardar muitas semelhanças temáticas, o jogo Spirit Island não foi uma referência para Ritual Occultum. No entanto, estou trilhando o mesmo velho caminho: inverter a perspectiva de grandes títulos do mercado, como Puerto Rico (2002) e Maracaibo (2019), que colocam os jogadores na posição de colonizadores, fazendo disso uma experiência divertida e omitindo, obviamente, todo o contexto vil. Ritual Occultum coloca os jogadores na posição de nativos que têm sua terra invadida e usam métodos místicos/ocultistas que representam, abstratamente, as defesas dos diversos povos que passaram por esse processo histórico.
… Ainda estou pensando em como atualizar essa página…